Artesãos - Historial
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Eliseu Fernandes - Palaçoulo
Artesão de Cutelaria
Conhecido pelo perfeccionista na área da cutelaria tradicional de Palaçoulo, Eliseu Fernandes é o artesão mais completo no fabrico de navalhas.
Com uma larga experiência, na arte de relojoeiro, como se orgulha de o salientar, quem conversa com ele, ouve sempre, que ele trabalhou cerca de 18 anos nessa arte a trabalhar com medidas inferiores a 1 milímetro. São as navalhas mais raras que se conseguem obter. Pois quem conhece bem Eliseu Fernandes, sabe que cada navalha para ele constitui uma peça de arte ou um relógio e o seu trabalho é exemplo disso.
“Corte e perfeição” é o seu lema. As navalhas de Eliseu Fernandes, possuem um corte extremo e apurado, ligado à perfeição, complementam aquela que é a navalha de excelência do planalto mirandês.
Quem conhece o essencial de uma navalha, não hesita em comprar uma destas navalhas.
Curiosamente, apenas Eliseu Fernandes, conseguiu construir navalhas com travão de anel. À semelhança de outras navalhas estrangeiras, com sistema de travamento, o mesmo foi conseguido, bastando apenas um anel de aço. Totalmente construída manualmente, é o primeiro artesão a conseguir este feito.
DNM - Domingos do Nascimento Martins - Palaçoulo
Artesão de Cutelaria
Domingos do Nascimento Martins, assinando as suas navalhas com DNM - Palaçoulo, é também um artesão na area da cutelaria tradicional desta aldeia transmontana.
Actualmente, com 75 anos de idade, o "Tiu Domingos" continua a produzir navalhas, totalmente elaboradas pelos métodos tradicionais.
No seu percurso de vida, iniciou a sua actividade como ferrador de animais, orgulhando-se de recordar a todos
que o visitam, que foi dos primeiros a possuir a denominada carta de ferrador, exigida para o cumprimento dessa actividade.
Depois, entusiasmando o seu irmão, deram começo à actividade de ferreiros, onde naquela altura, ajeitavam os utensílios usados na lavoura.
Da arte de ferreiro à arte das cutelarias, foi um passo breve e novamente com o seu irmão, dedicaram-se maioritariamente ao fabrico das navalhas.
Mas os tempos difíceis dos anos 60 foram ingratos, obrigando o artesão a emigrar para a Alemanha onde trabalhou durante uns poucos de anos, como esclareceu.
A vida na aldeia melhorou e a arte de "malhar o ferro" estava-lhe marcada na sua experiencia, ao que regressou a Palaçoulo e tornou a produzir as navalhas que aqui apresentamos.
A característica principal das navalhas DNM - Palaçoulo, é a junção das madeiras que se encontram na flora local, onde se destaca o freixo, aliado aos aços das suas lâminas, calcados e trabalhados, sem algum processo mecânico.
Destaca-se destas todas, a navalha "cabriteira", é de todas a maior das navalhas produzidas em Palaçoulo.
